Organização criminosa atuava dentro da Secretaria de Educação em Santarém

Três mulheres foram presas na manhã desta terça-feira (21), durante uma operação da Polícia Civil, em Santarém, no oeste do Pará, suspeitas de fazerem parte de uma organização criminosa que atuava dentro da Secretaria Municipal de Educação (Semed), vendendo diplomas falsos em troca de cargos em unidades de ensino infantil do município. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares autorizadas pelo juiz Rômulo de Nogueira Brito, atendendo pedido feito pelo Ministério Público do Estado (MPE), que investiga uma fraude instalada naquele órgão público.

A operação denominada ‘Apate’ investiga uma série de supostos crimes contra a administração pública, entre os quais falsificação de documento público, associação criminosa e corrupção. O nome da operação faz menção a um espírito da mitologia grega que simbolizava o engano, o dolo e a fraude.

De acordo com a promotora de Justiça, Lilian Braga, a organização criminosa agia dentro da própria Semed, onde servidores negociavam cargos e facilitavam o acesso de pessoas na rede de ensino público, incluindo documentos falsos, como diplomas, além de registros falsos no sistema da secretaria.

A polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na residência da ex-coordenadora da educação infantil, Flora Aparecida, mulher do ex-vereador Erasmo Maia (DEM), sobrinho do ex-prefeito Lira Maia, e atual chefe de gabinete da Prefeitura de Santarém, no governo de Nélio Aguiar.

Segundo o delegado Kleidson Castro, que está à frente das investigações, os servidores envolvidos no esquema comercializavam diplomas por valores que variavam entre R$ 1,700 a R$ 2 mil, além da garantia de vagas na rede pública de ensino.

A polícia está analisando documentos apreendidos na Semed e também na casa dos servidores envolvidos, além da residência de Flora Aparecida. O celular dela também foi apreendido. “Todos os indícios apontam para um fraude que vinha ocorrendo de forma desmedida na Secretaria de Educação”, disse o delegado.

A polícia não revelou os nomes das pessoas presas temporariamente e nem dos demais suspeitos de envolvimento com esta organização criminosa.

Por meio de nota, a Semed informou que a ação de busca e apreensão no prédio da Semed, refere-se ao uso de diplomas falsos por servidores. Ressalta-se que foi a própria Semed que identificou os documentos falsos, exonerou os servidores envolvidos e informou o caso ao Ministério Público e à Polícia Civil. A Semed informa ainda que colabora com as investigações.

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