Copa Verde produz ótimo resultado socioambiental

Em reunião no Ministério do Meio Ambiente, a CBF apresentou os resultados socioambientais da Copa Verde, campeonato de futebol marcado por ações que estimulam a consciência ecológica. Disputada por equipes das regiões Norte e Centro-Oeste e do estado do Espírito Santo, a competição é acompanhada de atividades com consciência ecológica, como a reciclagem de materiais, concursos de redação com temas ambientais, aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade e compensação das emissões de carbono.
Na edição de 2017, o campeonato evitou a emissão de 19 toneladas de carbono e gerou uma economia de 51,6 m³ de água por meio da coleta de resíduos sólidos. Além disso, 2,57 toneladas de garrafas pet foram destinadas à reciclagem e todo o carbono emitido pela competição (265 toneladas de CO2) foi compensado por meio do plantio de 1.450 mudas de árvores em Anapu (PA), entre outras ações.
– Estamos dando os primeiros passos em direção ao que vai ser um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Com a Copa Verde, o Brasil ser torna referência em competição sustentável – afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.
Participaram da entrega dos resultados socioambientais da competição representantes do Ministério do Meio Ambiente e da CBF, parlamentares e empresários. Para o Secretário-Geral da CBF, Walter Feldman, o apoio do MMA ao evento foi fundamental.
– Entendemos o futebol como um meio de transformação social, atuando junto a jovens em situação de vulnerabilidade social e em biomas atingidos pelo desmatamento. Após cinco anos de Copa Verde, conseguimos resultados que pretendemos ampliar nas próximas edições – destacou.
Confira os resultados da edição de 2017:
*Compensação de todo o carbono emitido pela competição (265 toneladas de CO2) por meio do plantio de 1.450 mudas de árvores em Anapu (PA). A ação vai recuperar um hectare de mata ciliar, no sistema agroflorestal. As mudas foram plantadas com a ajuda dos agricultores familiares locais e a parceria do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam), Iniciativa Verde e Secretaria de Meio Ambiente de Anapu;
*Reciclagem de 2,57 toneladas de garrafas pet, o correspondente a 100 mil garrafas pet a menos nas ruas. Nas competições, os torcedores trocaram garrafas por ingressos ou doaram. Essa ação contribuiu para fazer do futebol uma ferramenta de educação para a sustentabilidade e aumentou a acessibilidade da população aos estádios;
*Recorde de lixo zero no jogo Paysandu x Luverdense no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, em Belém. Envolvidos 50 catadores de três cooperativas. Recolhidos 410 kg de papel, 230 kg de garrafas pet, 2 kg de alumínio, 20 kg de plástico, 600 kg de papelão e 180 kg de rejeito – um total de 1.262 kg. Durante toda a Copa Verde, foram recolhidos 2.682 kg de resíduos, por 120 catadores e sete cooperativas. Esta ação evitou a emissão de 19 toneladas de carbono e a economia de 51,6 m³ de água;
*Oficinas de consumo consciente com mais de 30 crianças da Fundação Propaz de Belém (PA), durante a final, realizada pelo Instituto Akatu em parceria com o MMA;
*Aulas de futebol da CBF Social com conteúdos de sustentabilidade, utilizando jogos com temas relacionados ao meio ambiente;
*O Troféu Vivo entregue aos vencedores (campeão Paysandú e vice-campeão Luverdense) foi plantado na sede dos respectivos clubes. Trata-se de uma muda de árvore do bioma de cada equipe;
*Troféu FSC, desenvolvido em madeira com certificação Internacional do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil);
*Distribuição de mil copos-eco na partida final, com um impacto de diminuição de aproximadamente 60 Kg de copos de plástico;
*Concurso de redação e vídeos com o tema Rios Voadores. Participaram 45 escolas de Belém, Distrito Federal e Mato Grosso, atingindo 6,4 mil alunos. Duas vencedoras foram premiadas na partida final.

Em 2018, a Copa Verde terá a certificação ISO 20121, a norma de certificação de gerenciamento de eventos sustentáveis.